segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Recordando eventos literários: bons momentos

Retalhos de uma vida, de Veraiz de  Souza, foi lançado no dia 25/09/2008. 
 Sem dúvida, um dos grandes eventos da SOLL - Sociedade Literária Limeirense.
 Hoje a Veraiz é a nossa presidente e promete mais eventos para 2013. A Soll se reúne no CPP Regional Limeira, na última terça-feira do mês. O foco é fomentar a Literatura. Nós estamos por lá!

O poeta Otacílio e os Benês, os caras da MPB

Alexandre Seregatti e Coral santa Cecília: show à parte
Eu e a Sil: linda! 
Nê, Lucas, Veraiz e Fábio

A autora e os autógrafos. Com o livro na mão, o compositor Maka


quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Mais poemas

Mais um pouco de poemas que constam em meus livros esgotados. Em breve lançarei uma antologia com meus 50 poemas escolhidos. Por enquanto, vamos relembrando-os por aqui. Lá vão eles: 



Do livro “Palavras Bailam” (2001)


Encontro

Hoje me encontrei contigo
Enquanto me debruçava
Sobre o corpo de um poema.

O danado era esguio,
Todinho metrificado
Em suas curvas precisas.
O seu rosto era suave,
Transmitindo toda a calma
De uma noite estrelada.
E havia em seu olhar
Um sol intenso, dourado,
De ouro fino, tratado.

Sua pele era de seda
Importada junto aos deuses
Que governam a Beleza.
E  os seus lábios macios
Vinham rimar com os meus,
Feito um encontro de rios.

Sensual e atraente,
Como um corpo de mulher,
Esse poema saltava,
Ofegante de prazer,
Das mil páginas do livro
Da ternura e da libido.
Até nome ele tinha,
O teu nome, que não quero
Espalhar por estas linhas.

Um belíssimo poema,
Em essência e na forma,
Bem acabado, completo.
E, por sua infinitude,
Inexplorável, secreto
Na maior parte dos versos.
Um poema de amor,
De encanto e lascívia.
Onde me encontrei contigo,
Com meus desejos, comigo...

(Otacílio Monteiro)


Balé
  
A mulher bonita,
Quando dança,
Não dança.
A mulher bonita,
Quando dança,
Flutua.
De sol e lua,
Quando dança,
Veste-se a moça
Bonita.
Laço de fita,
Graça e ternura,
Roda a cintura
Feito criança.

A mulher bonita,
Quando dança,
Não dança.
E nem parece
Moça bonita,
Laço de fita,
De sole lua,
Quando flutua,
Feito criança.
Pois, quando dança,
A mulher bonita,
Por um divino,
Mágico arranjo,
Torna-se deusa,
Torna-se pura,
Doce figura
Azul de anjo.

(Otacílio Monteiro)


Do livro “Ímpares” (Poemas a quatro mãos)


Fraternal
  
Respirar luzes, soltar medos
Saber segurança ir e vir
Prazer proporção máxima chega
Superar limites conseguir.

Transpirar sons intimar vozes
Apertar mãos trocar ideias
Missão de anjos paraíso
Colorir beijos azaleia...

Comungar melodia corpo e alma
Fraternal erotismo se propaga
Procissão de só dois que soa calma
Um e outro integrar fusão de águas. 

(Otacílio Monteiro e Silvia Oliveira)

Eugênio de Andrade


Gosto demais de falar sobre o silêncio. Acho o tema  fascinante, principalmente nestes dias de falastrões. Mas quem me dera escrever com esta categoria.  Vejam só que bom gosto!




O SILÊNCIO




Quando a ternura
parece já do seu ofício fatigada,
e o sono, a mais incerta barca,
inda demora,

quando azuis irrompem
os teus olhos
e procuram
nos meus navegação segura,

é que eu te falo das palavras
desamparadas e desertas,
pelo silêncio fascinadas.


Eugênio de Andrade


DRUMMOND

Dia 31 de outubro de 2012... 110 anos do Compadre Drummond. Uma vez que todo mundo está comemorando e postando hoje alguma coisa dele ou sobre ele,  me atreverei a publicar o poema "Varanda", com o qual ficamos entre os 30 melhores poemas do Prêmio Escriba de Poesia. em 2010, ou 2008. Xi, não sei mais, mas não importa. Lá vai:


Varanda

Carlos contempla Itabira
Da cadeira na varanda.
Minas, ele vê de Itabira,
E o mundo, a partir de Minas.

O mundo não se sustenta,
Não vive, não permanece
Se não houver a cadeira
Velha e rota na varanda.

Toda a sorte de restante,
O outro, a diversidade,
Só existe pelo filtro
De nosso olhar ensinado.

Ao certo, mesmo, criança,
Mundo velho não existe.
O ser humano é que existe.
O ser humano é varanda.

    
                Otacílio Monteiro

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

A Invenção da Música



A faixa "Das cordas e demais baratos", uma bossa em homenagem aos músicos brasileiros,nas pessoas dos queridos e talentosos Cláudio Vigerelli, China e Raquel Pavanelli.  O poema se chama "A invenção da música segundo os boêmios"

Do show de lançamento - O Elixir



A Faixa que deu nome ao CD, aqui interpretada por Emanuel Massaro e Manoel Tchembo, durante o show de lançamento do CD, no Teatro Vitória, dia 29 de abril de 2012. Um dia para a história da Música na cidade de Limeira. 42 convidados especiais fizeram um grande show para uma grande plateia. Sucesso!

Regresso, com Emanuel Massaro e Débora Vidoretti



O carro-chefe do cd O Elixir, de  Emanuel Massaro e Otacílio Monteiro.  Falando das coisas do brasil, com o violão do Emanuel e a linda voz da Débora fazendo eco para o mundo inteiro. UM regresso ás boas coisas da Terra. Vem comigo!