sábado, 15 de dezembro de 2012

102 anos de Noel e Adoniran

No Centenário de Noel Rosa e Adoniran Barbosa, em 2010, fizemos o Recital "Rio-São Paulo do Samba" e ontem (14/12/2012) o apresentamos novamente no Sesi da cidade de Americana. 102 anos de uma dupla de gênios cuja música continua se renovando através de inúmeras homenagens e regravações no Brasil e no exterior. Orgulho do Samba e do Brasil!  

Rui Kleiner (Bandolim), Emanuel Massaro (Violão e Voz), Débora Vidoretti (Voz e percussão) e o poeta Otacílio Monteiro

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Sarau da Escola Antonio de Queiroz: Um sucesso!


Magnífico sarau litero-musical da Escola Antonio de Queiroz em homenagem aos peotas limeirenses. Sob a coordenação de professores dedicados, eles declamam textos  de autores locais, com muita categoria.  A cada ano o sarau fica melhor. Estão realmente de parabéns!




















domingo, 9 de dezembro de 2012

Fim do mundo





Cabalístico

Sexta-feira, vinte e um,
o mundo vai acabar.
Já se ouve o zumzumzum
no céu, na terra e no mar.
Eu, que vivo sem nenhum,
A perder ou a ganhar,
Já separei o meu rum
e quero me embebedar.

Estão todos convidados,
pobres, ricos, remediados,
para o porre apocalíptico
e  derradeiro jantar.
E, falhando a profecia,
de tristeza ou alegria,
No vinte e um cabalístico
Nós vamos nos acabar!

Otacílio Monteiro

sábado, 8 de dezembro de 2012

As Gaivotas



As Gaivotas

A árvore, às vezes, vira ave.
Na aventura do vôo,
os galhos viram asas,
Raízes no ventre da terra,
Raízes no véu infinito.
Visionária viagem,
voluntária vertigem.
O verde é vivo como o vento,
A gaivota, leve como um verso livre.
A vista vislumbra várias verdades.
Haverá verdade?

Do livro "O Direito da voz" (1989) - Esgotado

Ardente


Agenda



Agenda

Se em vida me fazem pouco,
morto quanto valerei?
Quanto valerá o rouco
verso dirigido ao rei?

Quantos lembrarão meu rosto
 e as roupas que escolhi
para os bailes onde apenas
ou nem mesmo eu me vi?

Se em vida me fazem pouco,
morto quanto valerei?
Quantos loucos debruçados
Sobre os versos que farei
Lembrarão os meus prazeres
E os seres a quem amei?
Quantos lembrarão meu nome
quando na mesa de um bar
ou quando as cordas trouxerem
o que eu gostei de cantar?
Ao menos fazendo choça,
quantos lembrarão de mim
ou da fossa que eu curtia
ao toque do bandolim?

Meus pais, irmãos e amigos
e parentes em geral
farão aos meus inimigos
ao menos guerra mental?
As namoradas que tive
lembrarão os beijos meus,
guardando entre seus pertences
Os meus escritos plebeus?

Quem guardará minha agenda
de compromissos perdidos
e endereços errados
e telefones vencidos?
Quem lembrará minhas datas,
Se em vida sou esquecido?

Quem colocará à venda
os livros que imaginei;
quem seguirá minha senda
mesmo tachado de louco?
Morto, quanto valerei
Se em vida me fazem pouco?

Otacílio Monteiro
Poematéria (1988)

Elixir, o som

http://www.youtube.com/watch?v=jCqbwd0dArY


Elixir,  de  Emanuel Massaro e Otacílio Monteiro, com  Emanuel Massaro e Manoel Tchembo, no Teatro Vitória.